Blog de Marcos Rodrigues


13/05/2011


 

Trecho de Estatuto do Homem, de Thiago de Mello. 

 

“Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança”. 

 

Escrito por Marcajá às 15h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 

MINHA RECOMENDAÇÃO


Questões como segurança e conforto são muito importantes no atual momento da vida moderna. Pensando nisso, o Gravatá Flat Hotel montou suas instalações para abrigar seus hóspedes em 32 apartamentos que unem estilo contemporâneo, tecnologia de acesso à internet, espaço interno e facilidades de serviço para executivos e pessoas que procuram descanso com qualidade.


O Gravatá Flat Hotel fica no centro de Cajazeiras, permitindo o deslocamento para qualquer localidade. Preocupado com a excelência nos serviços, o Gravatá oferece estacionamento coberto, piscina e o melhor café da manhã da região, com diárias acessíveis a todos. Estilo e conforto são os pontos altos do Gravatá Flat Hotel, Avenida Engenheiro Carlos Pires de Sá, fone 3531.1837, no Centro de Cajazeiras.

 

Escrito por Marcajá às 15h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

               PAIXÃO EM CHAMAS

               (Marcos Rodrigues)

 

O meu coração, intrépido guerreiro

Queda frágil e fácil se deixa domar

Baixa logo a guarda, vira prisioneiro

Ante a força esplêndida deste teu olhar

 

Este olhar vivaz, lépido e fagueiro

Provoca meus brios e faz aflorar

Um desejo ardente, puro e verdadeiro

De tê-la em meus braços pra poder te amar

 

Quando estamos juntos, de noite ou de dia

A paixão explode e logo se irradia

Se transforma em fogo e começa a queimar

 

Foi Deus quem juntou os nossos corações

Pra vivermos juntos grandes emoções

E o que Deus juntou ninguém vai separar

Escrito por Marcajá às 13h46
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/05/2011


 

APROVOU, FAÇA CUMPRIR

 

A população cobra demais dos vereadores. Afinal de contas, em última análise, são eles que estão mais próximos do povo. Falar com o prefeito é muito difícil pra muita gente; com o governador, o número dos que conseguem falar é drasticamente reduzido. O que dizer da presidenta da república? Para a maioria, é impossível. Então, como o vereador é aquele que está presente no nosso dia a dia, é até natural que seja cobrado pelo povo. Mas, infelizmente, por conta da carência crônica em que nossa população está mergulhada, as cobranças não são as que deveriam ser feitas.

 

Cobra-se o pagamento de contas de água e luz, o botijão de gás, o caixão do parente falecido que precisa ser sepultado, a cesta básica, a passagem pra capital, empregos, entre outras ajudas, a maioria de ordem financeira. Mas, esquece-se de cobrar dos vereadores dedicação e zelo no desempenho de sua verdadeira função, que é a de criar leis para facilitar a vida do cidadão e fiscalizar os atos do Poder Executivo.

 

Eu acompanho semanalmente as sessões da Câmara Municipal de Cajazeiras e tenho observado o esforço dos atuais legisladores em aprovar a criação de normas legais e também na tarefa de melhorar e tornar mais abrangentes os projetos oriundos do Executivo, que beneficiam a comunidade. Porém, tenho visto também que muitas leis criadas na Câmara estão tendo seu cumprimento negligenciado, ou pelo Executivo ou pelos próprios beneficiados com ou por elas.

 

É preciso que, quando o Legislativo aprovar as leis, elas sejam postas em prática. Do contrário, facilmente se tornam letra morta. Tem faltado esclarecimento, fiscalização e, em alguns casos, regulamentação das leis já aprovadas. Eu já sugeri isso anteriormente e fui ignorado de modo que volto a bater na mesma tecla. Por que a Câmara Municipal não cria uma comissão para verificar o que está e o que não está em prática?

 

Não acho que a tarefa seja tão difícil assim. Se viesse a ser criada, o trabalho dessa comissão seria sair às ruas para verificar como anda a aplicação de leis aprovadas pelo Legislativo cajazeirense, que têm - ou deveriam ter - efeito direto na vida da população. Com o resultado da consulta em mãos seria mais fácil para os nossos vereadores exigirem das autoridades e organismos encarregados, a fiscalização e as ações necessárias para se obrigar o seu cumprimento.

 

Todos nós sabemos que muitas das normas aprovadas pelo nosso Legislativo são flagrantemente desrespeitadas. Mas, também é fato que algumas leis são descumpridas pelo simples fato de serem desconhecidas. Nunca é demais lembrar que uma população que não conhece seus direitos não tem condições de exigir que eles sejam cumpridos.

 

É preciso fiscalizar, mas, antes de tudo, informar. Por isso, seria de muito bom alvitre que os nossos edis passassem a ocupar todos os espaços que a mídia possa oferecer na tarefa de orientar a população sobre as decisões que eles tomam e a legislação que eles aprovam. Povo informado é povo esclarecido e povo esclarecido sabe exigir respeito aos seus direitos.

 

Escrito por Marcajá às 18h29
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 

O meu país

 

Composição: Livardo Alves,

Orlando Tejo e Gilvan Chaves

 

Intérprete: Zé Ramalho

 

Tô vendo tudo, tô vendo tudo

Mas, bico calado,

faz de conta que sou mudo

 

Um país que crianças elimina

Que não ouve o clamor dos esquecidos

Onde nunca os humildes são ouvidos

E uma elite sem Deus é quem domina

Que permite um estupro em cada esquina

E a certeza da dúvida infeliz

Onde quem tem razão baixa a cerviz

E massacram - se o negro e a mulher

Pode ser o país de quem quiser

Mas não é, com certeza, o meu país

 

Um país onde as leis são descartáveis

Por ausência de códigos corretos

Com quarenta milhões de analfabetos

E maior multidão de miseráveis

Um país onde os homens confiáveis

Não têm voz, não têm vez, nem diretriz

Mas corruptos têm voz e vez e bis

E o respaldo de estímulo incomum

Pode ser o país de qualquer um

Mas não é com certeza o meu país

 

Um país que perdeu a identidade

Sepultou o idioma português

Aprendeu a falar pornofonês

Aderindo à global vulgaridade

Um país que não tem capacidade

De saber o que pensa e o que diz

Que não pode esconder a cicatriz

De um povo de bem que vive mal

Pode ser o país do carnaval

Mas não é com certeza o meu país

 

Um país que seus índios discrimina

E as ciências e as artes não respeita

Um país que’inda morre de maleita

Por atraso geral da medicina

Um país onde escola não ensina

E hospital não dispõe de raios-X

Onde a gente dos morros é feliz

Se tem água de chuva e luz do sol

Pode ser o país do futebol

Mas não é com certeza o meu país

 

Tô vendo tudo, tô vendo tudo

Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

 

Um país que é doente e não se cura

Quer ficar sempre no terceiro mundo

Que do poço fatal chegou ao fundo

Sem saber emergir da noite escura

Um país que engoliu a compostura

Atendendo a políticos sutis

Que dividem o Brasil em mil brasis

Pra melhor assaltar de ponta a ponta

Pode ser o país do faz-de-conta

Mas não é com certeza o meu país

 

Tô vendo tudo, tô vendo tudo

Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

 

 

Escrito por Marcajá às 18h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]
 

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Nordeste, CAJAZEIRAS, Centro, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Cinema e vídeo, Informática e Internet
MSN - 83 9316-0550

Histórico